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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Notes on a Scandal

Outro dia, trocando de canal, vi passando o filme "Notes on a Scandal(Notas de um escândalo)", já eram mais de 2 horas da manhã de uma plena segunda-feira, e quando vi que era esse o filme, não resisti e o assisti novamente.




Barbara Covett (Judi Dench) é professora veterana, numa escola para adolescentes. Em seu diário, ela anota todas as impressões que lhe ocorrem durante o dia, em comentários sarcásticos. É neste diário, que Barbara narra a chegada da professora novata Sheba Hart (Cate Blanchett).
Sheba inicia suas atividades repleta de idealismo, mas logo descobre que os alunos estão pouco interessados em suas aulas. Quando de uma briga entre dois deles, Barbara auxília Sheba a controlar a turma. Deste evento, nasce uma amizade entre as duas. Para Sheba, Barbara é a conselheira mais velha, uma mentora. Para Barbara, Sheba é mais que apenas amiga.
Porém, quando Barbara descobre que Sheba está tendo relações sexuais com um aluno de apenas 15 anos, através de chantagem e jogos psicológicos, ela vê a oportunidade para dominar Sheba e transformar a vida dela num inferno.
"Notas Sobre um Escândalo" aborda o complicado campo dos relacionamentos humanos. Por um lado, a perspectiva duma jovem, erótica, casada com um homem muito mais velho, oprimida pela vida conjugal cotidiana, que, seduzida por um seus alunos, Steven Connolly (Andrew Simpson), vê nessa relação a oportunidade de libertação e transgressão; por outro, a visão duma senhora, frustrada, com desejos reprimidos, e manipuladora, desesperada pela idéia de morrer sozinha, cujo único confidente são seus diários.
O mais curioso deste filme é que, apesar da falha trágica de ambas as protagonistas, nós ainda torcemos e, ao mesmo tempo, odiamos as duas. É como se tanto em Barbara, quanto em Sheba estivessem espelhados um pouco de nossa natureza humana, contraditória e vergonhosa.
Por outro lado, percebe-se o quão manipuladora a mente humana pode ser, e o quanto estamos sujeitos a isso.




segunda-feira, 4 de julho de 2011

XXI - Fica.



No fim do mês passado (14 a 19 de junho de 2011), aconteceu na cidade de Goiás, no Estado de mesmo nome, a XIII edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA).
Fui nos últimos dias (17,18,19 de Junho), com o intuito de assistir alguns filmes e ver os shows. E só estou postando hoje porque demorei um pouco pra digerir o evento (como sempre), e porque fiquei com birra. Já estava guardado na minha memória, e como egoísta que sou, não ia dividir com vocês. O que seria muito injusto da minha parte, porque um evento tão bom e de tão grande importância têm de ser compartilhado. E é o que farei!
Ao chegar na cidade, me deparei com a paisagem histórica, tanto escutada desde sempre. Não me comoveu muito. Chegando no lugar onde ia ficar hospedado, uma inesperada surpresa. Muita gente de Goiânia, que eu via todos os dias, estavam alí. Pessoas que eu não via a algum tempo, e pessoas que eu nunca imaginara encontrar.
Me arrumei, com roupas adequadas pro gostoso clima frio da noite, e fui pro Parque de Eventos. O show já havia começado, então nos sentamos perto do palco, de costas pra um rio bonito, em cima de pedras que formava um murinho.
Sobe ao palco então uma cantora com uma bela voz, um black power vermelho, e vestida com um sobretudo de oncinhas. Claro, soltei aquela frase: ''nossa, que mulher estilosa''. Cantando blues, e MPB. Começou o toque de uma música, e eu pensei: ''parece Miss Celie's Blues! Nosssa, se tocasse Miss Celie's Blues aqui ia ser lindo''. E era, a música de Quincy Jones, que me apaixonei quando assisti o DVD da cantora Marjorie Estiano, em que faz a versão dela da música.A bela voz era da cantora Claúdia Vieira, natural de Goiânia. Me apaixonei!Foi o começo de uma noite agradável, e nostálgica.



Logo depois veio o show tão esperado da noite, com a cantora Maria Rita. Cantou acompanhada pelas vozes da platéia, que foi retribuída com grande atenção da cantora, e mostrou ao vivo a performance que conhecemos tanto pela TV. Foi emocionante escutar músicas como:'' Encontros e Despedidas'', música de Milton Nascimento e Fernando Brant , que a consagrou como cantora nacional, e ''Coração em Desalinho'', ambas usadas em temas de aberturas de novelas. Pra terminar o show com chave de ouro, Maria Rita cantou músicas da banda ''O Rappa'', que deixou a platéia ainda mais emocionada.
Quando o show acabou, o público se dividiu entre bares, alguns eventos que ainda acontecia, e a Pça. do Coreto, que aliás, era o ponto de encontro de todas as tribos.




Já no segundo dia, cheguei a praça de eventos e a banda Goiana Gloom já estava no palco, música boa e animada, mas cheguei tarde e logo o show acabou. Manu Chao entrou no palco, com músicas que fez o público sair do chão. Fiquei ansioso pra chegar a hora de ''Clandestinos'', o rit que marcou a noite.

"Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal"

Bem irreverente! E a música "Me gusta Tu'', ao qual a frase " Me gusta marijuana, me gustas tu" não saiu da cabeça nos outros dias.






No terceiro dia, ansioso para assistir a banda goiana Diego de Moraes e o Sindicato, logo quando anoiteceu ouvi minha música preferida deles, ''Amigo'', e como atrasado que sou, ainda não estava frente ao palco. Sorte minha estar hospedado bem perto de onde estavam acontecendo os shows, então corri logo pra pegar o finzinho da música divertida, e a única que eu conhecia da banda até o momento. Diversão foi o que não faltou na apresentação! Músicas com letras engraçadas, inteligentes, e com aquele fundo de critica social mais do que necessária, acompanhadas pela presença de palco do vocalista, também eufórico, que desceu do palco e saiu andando no meio da platéia, o que fez com que ela ficasse enlouquecida.

Link E então chegou a hora tão esperada pelos rockers (e não-rockers), Rita Lee adentra ao palco, e a platéia vai ao delírio. Uma senhora, de quase sessenta anos, que poderia ser minha avó. Eu penso: ''Nossa, ela parece ser mais nova na TV''. Pego de surpresa, claro. Rita Lee mudou totalmente a idéia que eu tinha dela. Particularmente, a idéia que tinha, é que Rita Lee era apenas mais uma dessas cantoras ditas ''roqueira da pesada'', mas que não passam de Pop Rock e olhe lá. O que eu vi foi uma louca, alucinada, que mesmo com a idade não perdeu o espírito jovem, rebelde, e alucinante. Daquele tipo ''yeah, vamos mudar o mundo'', que realmente é o rock'n roll. No vídeo abaixo dá pra ter uma noção das peripécias de Rita Lee no palco. (E claro, o belo guitarrista, Beto Lee, filho de Rita Lee).




E pra nossa surpresa, de repente Michael Jackson com alguns quilinhos a mais ressuscita no palco, dando um charme dançante ao show, com moonwalk e tudo que uma apresentação cover do eterno Michael tem direito.




Climax na música ''Doce Vampiro'':



O Fica, como o nome mesmo diz, é um festival de Cinema e Vídeo Ambiental. Mas a maioria do público vai por causa dos shows. E quem perde são esses que não assistem aos filmes apresentados. Esse ano, o homenageado foi o crítico, cineasta e jornalista carioca Arnaldo Jabor, e teve a presença da ex-candidata a presidência Marina Silva. Não pude acompanhar os filmes e debates, porque cheguei na sexta e tudo já havia praticamente acabado. Até tentei assistir ao filme '' Eu sei que vou te amar'', de Arnaldo Jabor. Mas quando cheguei a porta do Cine Teatro São Joaquim o lugar estava lotado, e havia pessoas sentadas até no chão.
Vale ressaltar o clima presente na cidade, muitos jovens pra lá e pra cá, muita gente bonita, diferente, e todos à vontade, como se estivessem em casa.
Em resumo, os shows foram maravilhosos, a cidade é bela e aconchegante, e quanto aos filmes, na próxima edição eu não perderei de jeito algum.
Foi lindo!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Documentário revela histórias das maiores top models do Brasil

Longa ‘Top models’ chegou aos cinemas na última sexta-feira(17).
Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio e outras beldades dão depoimentos.


Carla Meneghini

Do G1 RJ

“O mais difícil foi ouvir que eu nunca conseguiria. Eu ia nos ‘castings’, eles me olhavam e falavam assim: não. Eu me sentia machucada.” O depoimento é de ninguém menos que Gisele Bündchen, a modelo mais bem paga do mundo, e está no documentário “Top models: Um conto de fadas brasileiro”, que chegou aos cinemas na última sexta (17).


Gisele Bündchen conta sua trajetória no filme 'Top Models - Um conto de fadas brasileiro'(Foto: Divulgação)

Dirigido por Richard Luiz, o filme reúne depoimentos das 25 maiores modelos brasileiras com projeção no exterior, misturados a imagens de arquivo de diversos momentos da carreira delas, com narração da atriz Alice Braga.

Além de Gisele, participam Alessandra Ambrosio, Adriana Lima, Isabeli Fontana, Michelle Alves, Shirley Mallmann, Letícia Birkheuer, Ana Beatriz Barros e outras. Grandes nomes da moda, como o estilista Jean-Paul Gaultier e o fotógrafo Mario Testino, também falam sobre a ‘magia’ das brasileiras nas passarelas internacionais.

Gisele abriu caminho
“É uma colagem de imagens em que contamos um pouco da vida dessas mulheres, como elas chegaram lá”, diz o cineasta, em entrevista ao G1. Ele lembra que o maior desafio do projeto foi conseguir espaço na agenda dessas modelos tão requisitadas. “O maior luxo foi conseguir uma hora e meia de Gisele, só para mim, só para a minha câmera”, conta Richard. “Não podia ser algo corrido, ela tinha que estar à vontade para falar sobre tudo, contar todos os detalhes.”

Mas, afinal, o que Gisele tem de tão especial para ter conquistado seu posto? “É ela quem marcou a volta das curvas e da saúde, uma grande mudança estética na moda, deixando para trás aquela imagem ultramagra, com cara de drogada”, explica o diretor. “E Gisele abriu caminho para todas as modelos brasileiras. Não deu outra: elas reinaram”, acrescenta.

“Foi muito importante, porque eu fui a marca desse tempo”, diz Bündchen no documentário, ao recordar o início de seu sucesso, no fim dos anos 1990.

Cena do filme 'Top models' Alessandra Ambrosio, Letícia Birkheuer, Luciana Curtis e Raquel Zimmermann estão entre as entrevistadas do filme (Foto: Divulgação)

De ‘new faces’ a top models
O filme, cuja ideia nasceu em 2005 a partir da produção de um calendário comemorativo da São Paulo Fashion Week, também acompanha o dia a dia de modelos novatas, as “new faces”, fazendo um paralelo com as histórias de vida das top models.

O diretor exibe imagens dos primeiros trabalhos dessas grandes modelos, nas passarelas e nos estúdios, enquanto elas lembram do difícil começo: o sonho, os testes, a adolescência perdida, os tombos, as dificuldades de morar fora, longe da família.

“Em sua maioria, são meninas que vieram de cidades pequenas e, de repente, aos 15, 16 anos, tinham que se virar sozinhas no Japão, em Paris, em Nova York”, explica Richard Luiz. No filme, a top Caroline Ribeiro, por exemplo, se emociona ao recordar o início de sua trajetória: “Quando você é nova, é tratada como um bicho: pegam no seu rosto e dizem que você é feia, sem se importar com os seus sentimentos”.

Porém, não basta chegar ao topo, é preciso manter sua posição. Para Richard Luiz, esse é outro ponto em comum entre essas 25 estrelas da moda: elas conseguiram se reinventar ao longo dos anos para continuar em evidência, mesmo em uma carreira que tende a terminar cedo. “A carreira de nenhuma delas parou, mesmo com a idade e filhos, elas continuam brilhando”, afirma o cineasta. “Isso acontece porque elas não são só bonitas, são muito profissionais e inteligentes. Tem gente que tem preconceito, que acha que modelos são meninas burrinhas. Quero mostrar que isso acabou”, completa.

Já vou correr pro cinema!