quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Novo clipe da cantora Céu: Cangote
Céu está linda no vídeo, a música tem uma sonoridade incrível, mas lembra o clipe "Equalize" da contora Pitty, apenas ilustra a letra da música, sem muita emoção.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Video do dia: Céu - Grains de Beauté
"O rótulo da MPB ficou limitado. Ele é bem abrangente, afinal é música popular brasileira. E me considero isso. Quando vou fazer um som, me alimento do que gosto e, como muitos outros da minha geração, me alimento não só de coisas específicas. Gostamos de ouvir música da Jamaica, agora estou escutando música etíope. Não penso que [tipo de] música estou fazendo. Simplesmente faço um som. " Céu.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
XXI - Fica.
No fim do mês passado (14 a 19 de junho de 2011), aconteceu na cidade de Goiás, no Estado de mesmo nome, a XIII edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA).
Fui nos últimos dias (17,18,19 de Junho), com o intuito de assistir alguns filmes e ver os shows. E só estou postando hoje porque demorei um pouco pra digerir o evento (como sempre), e porque fiquei com birra. Já estava guardado na minha memória, e como egoísta que sou, não ia dividir com vocês. O que seria muito injusto da minha parte, porque um evento tão bom e de tão grande importância têm de ser compartilhado. E é o que farei!
Ao chegar na cidade, me deparei com a paisagem histórica, tanto escutada desde sempre. Não me comoveu muito. Chegando no lugar onde ia ficar hospedado, uma inesperada surpresa. Muita gente de Goiânia, que eu via todos os dias, estavam alí. Pessoas que eu não via a algum tempo, e pessoas que eu nunca imaginara encontrar.
Me arrumei, com roupas adequadas pro gostoso clima frio da noite, e fui pro Parque de Eventos. O show já havia começado, então nos sentamos perto do palco, de costas pra um rio bonito, em cima de pedras que formava um murinho.
Sobe ao palco então uma cantora com uma bela voz, um black power vermelho, e vestida com um sobretudo de oncinhas. Claro, soltei aquela frase: ''nossa, que mulher estilosa''. Cantando blues, e MPB. Começou o toque de uma música, e eu pensei: ''parece Miss Celie's Blues! Nosssa, se tocasse Miss Celie's Blues aqui ia ser lindo''. E era, a música de Quincy Jones, que me apaixonei quando assisti o DVD da cantora Marjorie Estiano, em que faz a versão dela da música.A bela voz era da cantora Claúdia Vieira, natural de Goiânia. Me apaixonei!Foi o começo de uma noite agradável, e nostálgica.
Logo depois veio o show tão esperado da noite, com a cantora Maria Rita. Cantou acompanhada pelas vozes da platéia, que foi retribuída com grande atenção da cantora, e mostrou ao vivo a performance que conhecemos tanto pela TV. Foi emocionante escutar músicas como:'' Encontros e Despedidas'', música de Milton Nascimento e Fernando Brant , que a consagrou como cantora nacional, e ''Coração em Desalinho'', ambas usadas em temas de aberturas de novelas. Pra terminar o show com chave de ouro, Maria Rita cantou músicas da banda ''O Rappa'', que deixou a platéia ainda mais emocionada.
Quando o show acabou, o público se dividiu entre bares, alguns eventos que ainda acontecia, e a Pça. do Coreto, que aliás, era o ponto de encontro de todas as tribos.
Já no segundo dia, cheguei a praça de eventos e a banda Goiana Gloom já estava no palco, música boa e animada, mas cheguei tarde e logo o show acabou. Manu Chao entrou no palco, com músicas que fez o público sair do chão. Fiquei ansioso pra chegar a hora de ''Clandestinos'', o rit que marcou a noite.
"Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal"
Bem irreverente! E a música "Me gusta Tu'', ao qual a frase " Me gusta marijuana, me gustas tu" não saiu da cabeça nos outros dias.
No terceiro dia, ansioso para assistir a banda goiana Diego de Moraes e o Sindicato, logo quando anoiteceu ouvi minha música preferida deles, ''Amigo'', e como atrasado que sou, ainda não estava frente ao palco. Sorte minha estar hospedado bem perto de onde estavam acontecendo os shows, então corri logo pra pegar o finzinho da música divertida, e a única que eu conhecia da banda até o momento. Diversão foi o que não faltou na apresentação! Músicas com letras engraçadas, inteligentes, e com aquele fundo de critica social mais do que necessária, acompanhadas pela presença de palco do vocalista, também eufórico, que desceu do palco e saiu andando no meio da platéia, o que fez com que ela ficasse enlouquecida.
E então chegou a hora tão esperada pelos rockers (e não-rockers), Rita Lee adentra ao palco, e a platéia vai ao delírio. Uma senhora, de quase sessenta anos, que poderia ser minha avó. Eu penso: ''Nossa, ela parece ser mais nova na TV''. Pego de surpresa, claro. Rita Lee mudou totalmente a idéia que eu tinha dela. Particularmente, a idéia que tinha, é que Rita Lee era apenas mais uma dessas cantoras ditas ''roqueira da pesada'', mas que não passam de Pop Rock e olhe lá. O que eu vi foi uma louca, alucinada, que mesmo com a idade não perdeu o espírito jovem, rebelde, e alucinante. Daquele tipo ''yeah, vamos mudar o mundo'', que realmente é o rock'n roll. No vídeo abaixo dá pra ter uma noção das peripécias de Rita Lee no palco. (E claro, o belo guitarrista, Beto Lee, filho de Rita Lee).E pra nossa surpresa, de repente Michael Jackson com alguns quilinhos a mais ressuscita no palco, dando um charme dançante ao show, com moonwalk e tudo que uma apresentação cover do eterno Michael tem direito.
Climax na música ''Doce Vampiro'':
O Fica, como o nome mesmo diz, é um festival de Cinema e Vídeo Ambiental. Mas a maioria do público vai por causa dos shows. E quem perde são esses que não assistem aos filmes apresentados. Esse ano, o homenageado foi o crítico, cineasta e jornalista carioca Arnaldo Jabor, e teve a presença da ex-candidata a presidência Marina Silva. Não pude acompanhar os filmes e debates, porque cheguei na sexta e tudo já havia praticamente acabado. Até tentei assistir ao filme '' Eu sei que vou te amar'', de Arnaldo Jabor. Mas quando cheguei a porta do Cine Teatro São Joaquim o lugar estava lotado, e havia pessoas sentadas até no chão.
Vale ressaltar o clima presente na cidade, muitos jovens pra lá e pra cá, muita gente bonita, diferente, e todos à vontade, como se estivessem em casa.
Em resumo, os shows foram maravilhosos, a cidade é bela e aconchegante, e quanto aos filmes, na próxima edição eu não perderei de jeito algum.
Foi lindo!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Seu Jorge live in Goiânia.
Duas horas depois o show ainda não havia começado. De tanto esperar, acabei me cansando e arrumando um lugar pra sentar (uma caixa de som, não havia cadeiras no frontstage) e enquanto isso, as filas dos banheiros começaram a ficar cada vez mais longas, e as reclamações começaram a aparecer.
Em vários momentos pareceu que o show iria começar, apagavam as luzes, e abaixavam a música, alguns segundos, e tudo voltava ao normal, sem a presença de Seu Jorge. O que incitou ainda mais o nervosismo do público. Vaias, gritos, palmas irônicas, e de repente, começaram a jogar objetos no palco. O que independente de qualquer coisa, foi uma vergonha para o público presente. Qualquer tipo de agressão não é justificável.
Quando, enfim, Seu Jorge adentrou ao palco, cantando a música Burguesinha. Naquele momento uma onda de bem estar inundou todo aquele espaço. Só havia uma coisa estranha: de início, achei que seria um show mais intimista, tipo voz e violão, como no DVD. Mas não, Seu Jorge entrou no palco correndo, de capuz e óculos escuros.
Estranhei um pouco a situação, estava eu alí, escutando a bela voz de Seu Jorge, mas a única coisa que via era um ser encapuzado. Começaram a rolar comentários de que os óculos escuros estavam sendo usados pra tampar os olhos vermelhos, causado pelo uso de algum tóxico. O que óbviamente não passou de expeculação.Veio a minha cabeça então, o quanto é difícil pra um artista daquele gabarito, fazer cara de feliz todos os dias, pra milhares de pessoas e ser feliz realmente, fazendo isso.Seu Jorge começou a cantar uma música de Leci Brandão, chamada Zé do Caroço, e logo começou a declamar uma letra, Negro Drama, que de início nem parecia ser o rap cantado:
(video que achei na internet, de 2008. Não postaram a música cantada no show de Goiânia, mas foi exatamente assim, com a mesma intensidade).
''Negro drama,
Eu sei quem trama
E quem tá comigo
O trauma que eu carrego
Pra não ser mais um preto fudido
O drama da cadeia e favela
Tumulo, sangue,
Sirene, choros e velas,
Passageiro do Brasil,
São Paulo,
Agonia que sobrevivem,
Em meia zorra e covardias,
Periferias, vielas e cortiços,
Você deve tá pensando,
O que você tem a ver com isso?
Desde o início,
Por ouro e prata,
Olha quem morre,
Então veja você quem mata,
Recebe o mérito, a farda,
Que pratica o mal,
Me vê, pobre, preso ou morto
Já é cultural,
Histórias, registros,
Escritos,
Não é conto,
Nem fábula,
Lenda ou mito,
Não foi sempre dito,
Que preto não tem vez,
Então olha o castelo e não,
Foi você quem fez, cuzão. [...]''
Segundo previsões dos cientistas
De padres, pastores, budistas
De ciganos, pai de Santos, Hare Krishna
O tempo vai secar
O sol vai cárcume
Percebi a importância tão dita da cultura Brasileira, da música Brasileira, que por falta de informação, ou até de interesse, não chega até nós.Foi emocionante, e levou a platéia à euforia, todos alí faziam parte de um mesmo Brasil. Chamando a atenção para os problemas causados pela falta de interesse na preservação do ambiente onde vivemos, e dos problemas sociais que estão debaixo dos nossos narizes, e ainda assim, fingimos não ver.
Seu Jorge então, depois de tanta tensão, necessária, imposta pelas suas músicas profundas, tirou os óculos, o capuz, ficou com um belo cardigã vermelho, e nos brindou com uma das partes mais animadas do show, a grande presença de palco do cantor, e de sua banda, surpreendeu.
Em resumo, fui ao show com o intuito de esquecer meus problemas, imergir na nostalgia que as músicas dele me trazem, canta-las junto, e depois guardar tudo na lembrança. Mas saí de lá com grande admiração. Com outra idéia da música de Seu Jorge, e da música Brasileira. Me senti verdadeiramente orgulhoso de ser Brasileiro, e ainda mais humano.