quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Editoriais: Doc Martens F/W 11 by Gavin Weston
Ash Stymest e Agyness Deyn para Doc Martens. Adorei!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Male Model: Sean Gabriel Souza
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Alta-costura masculina de Jean Paul Gaultier
Os salões da haute-couture francesa são exclusivamente femininos, mas um único estilista se arrisca na tradicional semana de moda de Paris apresentando looks para homem. Jean Paul Gaultier é o único que aplica os conceitos da alta-costura ao shape masculino, e o quê excêntrico visto em todas as suas linhas fica evidente nessa coleção revolucionária.
O desfile de Gaultier entra no line-up de sacadas superexclusivas feitas para o inverno 2011. Ele traduziu para as roupas da ”macho couture” suas ideias típicas de sensualidade e androginia. O destaque fica para o mix de texturas e tecidos de luxo como bordados, pele e couro, e para os limite entre gêneros, cada vez mais diluído nas criações de moda.
Zombie Boy e Andrej Pejic em cena para Aüslander.
O casal das fotos é ícone das mais recentes (r)evoluções da moda. O ultratatuado Rick Genest, aka Zombie Boy, tornou-se queridinho de Lady Gaga e Nicola Formichetti, para a grife francesa Mugler. Já o andrógino Andrej Pejic tem frequentado as passarelas de Jean Paul Gaultier. Ambos marcando perfis singulares em imagens ousadas, caso da campanha da Aüslander para o verão 2012. A dupla desembarcou por aqui na última temporada e foi destaque no desfile que rolou no Fashion Rio, traduzindo a Geração Y na nova coleção da marca.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Punk cor de rosa: conheça o hype por trás da modelo Billie Turnbull
Billie Turnbull ©Reprodução / “Vice”
Com seu cabelo platinado raspado, piercing no septo e (recém-removido) aparelho nos dentes, Billie Turnbull se encaixa perfeitamente nessa nova geração de modelos que não se encaixam em lugar nenhum – entre eles Lea T, Andrej Pejic e Zombie Boy, rostos improváveis que têm trazido um bem-vindo sopro de ar fresco ao mundo da moda.
Nascida e criada em Londres, a modelo de traços delicados e de visual meio punk cor de rosa tem ganhado destaque em publicações como a “i-D”, que a descreveu como “leve e delicadamente inocente, possuidora de uma qualidade confiante mas frágil, que é rara e fugaz”. Billie também caiu nas graças da “Vice”, que lhe dedicou a imagem de abertura do editorial “100th Issue, 100 Girls”, da edição comemorativa do centésimo número da revista. O bureau de pesquisa e análise de tendências Stylesight também já detectou o hype e fez um perfil da modelo na seção Trend Watch do site.
Em entrevista ao “i-D Online”, Billie falou sobre estilo e o porquê do seu cabelo raspado: “Minha irmã estava fazendo um molde de alginato do meu rosto para um projeto de arte da escola e aquilo escorreu pro meu cabelo e ficou duro. Depois de algumas horas tentando de tudo, desde passar pasta de amendoim até enfiar a minha cabeça no congelador, eu decidi que a única coisa a se fazer era raspar tudo. (…) Minha mãe ficou feliz, ela queria meninos e não meninas, e sempre projetou isso em mim; passei a maior parte da vida com cabelo curto, roupas de meninos e um brinco só, então não foi uma mudança muito grande”.
Veja na galeria algumas imagens do estilo e do trabalho de Billie Turnbull e fique de olho nessa londrina!
Fonte: FFW
terça-feira, 5 de julho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Andrej Pejic em entrevista a programa Brasileiro.
Quanta beleza!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Blue man, e seu editorial transgressor em praia carioca.
Já tinha adorado o editorial, que me chamou a atenção pra marca.
''A coleção gira em torno da temática “Terra Brasilis”, onde a grife afirma ser a “representação do que é nosso”, o que de fato demonstrou na passarela, tanto referindo-se à cultura brasileira da fauna e flora presente nas estampas, quanto às características peculiares que permaneceram no DNA da marca mesmo após a morte de seu criador David Azulay em 2009.
No release, a Blue Man traz outra evidência da tendência de valorização quando diz “não cruzamos oceanos para buscar moda”, referindo-se a maçante utilização do estilo norte-americano e europeu nas coleções brasileiras.''
Mas o que me chamou mais ainda a atenção, além de uma transex sendo fotografada de biquini pelo fotografo Terry Richardson ao lado de vários modelos em plena praia de Ipanema, foi a foto que eu vi a pouco, mais polêmico ainda, dois homens fortes e bronzeados, aos amassos na frente das lentes do fotografo. Adorei a proposta, estão querendo atrair o público gay, e de quebra, ajudando a acabar com o machismo num país ainda hoje tão retrógrado.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Preconceito que nunca acaba.
Mas não consegui. É dificil falar sobre ignorância e preceitos tão idiotas que estão impregnados na nossa cultura, e na nossa mente.
Mas ninguém melhor pra falar sobre isso, do que quem já sofreu muito e ainda sofre, com tanta hipocrisia. A nossa Top Transexual Lea T está de volta ao Brasil, e participou hoje do Fashion Rio, um desfile no mínimo, transgressor pro país onde vivemos. E ontem, já deu entrevistas, onde abre muito nossas cabeças pro que não vemos, ou fingimos não ver.
Confiram:
'Antes de fazer a cirurgia estou amadurecendo a ideia', diz Lea T
Em entrevista ao G1, a top fala de casos de violência contra transexuai.
Lea T em imagem da campanha de inverno da grife
Givenchy. Modelo é uma das preferidas do estilista
da marca, Riccardo Tisci. (Foto: Divulgação)
O casamento gay acaba de ser reconhecido, a androginia está mais do que nunca em alta na moda, mas engana-se quem pensa que tais conquistas tor
naram a vida de pessoas como a top model transexual Lea T mais fácil e cheia de glamour.
Fotografada pelo americano Terry Richardson para a campanha da Blue Man no Posto 9, em Ipanema, no Rio de Janeiro, na tarde da última segunda-feira (30) Lea T diz que não acha "fundamental" não é ser uma modelo transexual. "Já estou com 29 anos e tenho os pés no chão. O importante é passar uma mensagem que não seja só estética mas mostrar que podemos fazer parte da sociedade, que somos parte de um grupo e não p
odemos viver separadas”.
“Existem pessoas que merecem mais do que eu, pessoas que querem frequentar uma faculdade, mas têm medo de serem agredidas. Há pouco tempo, em Baltimore, nos Estados Unidos, uma transexual foi espancada por meninas porque entrou no banheiro feminino do Mc Donald’s. Só pararam de bater quando ela teve uma convulsão. Não muito longe daqui, na Paraíba, não faz muito tempo um transexual morreu depois de levar 30 fac
adas”, desabafa Lea, que diz ter medo de estudar numa faculdade hoje só de pensar na pressão que sofreria por ser diferente.
A filha do ex-jogador Toninho Cerezo assumiu sua sexualidade ao começar a trabalhar como modelo de provas para o estilista Riccardo Tisci, da Givenchy. Ficou famosa ao posar para a campanha da grife. “Eu precisava de dinheiro e o Riccardo m
e convidou para posar. Disse a ele que faria isso com uma condição. Quero que saibam que sou transexual”, disse Lea, que desfila amanhã às 22h de biquíni na Blue Man, no Fashion Rio.
Lea T entre as modelos da campanha da Blue Man
fotografada por Terry Richardson em Ipanema.
(Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
Indefinição de gênero é um problema
Para Lea T, todo transexual enfrenta o dilema da indefinição de gênero. “É uma questão de identidade. Isso é um problema porque você não vive bem com o seu lado masculino, por isso tenta se voltar para o feminino. Tem que estudar muito, fazer muita terapia. Nós não nos aceitamos como somos embora saibamos no fundo que é só corpo. A esperança é que um dia não exista mais o homem e a mulher, só o ser”, afirma Lea, que recentemente adiou a cirurgia que faria para mudar o sexo para julho.
“Muita transexual diz: ‘eu sou mulher’. Ela não é mulher, ela é ela e quer ser algo que não é. Quer ser a caricatura de uma mulher. O importante não é ter vagina ou pênis, mas sentir-se bem como você é”, continua Lea, que fez recentemente uma cirurgia para aumentar os seios. “Qualquer coisa que você faça no corpo é um trauma. O corpo é a caixa da alma. Particularmente não gosto do meu pênis, mas estou aprendendo a conviver com ele. Por isso, antes de fazer a cirurgia estou amadurecendo a ideia”.
Segundo Lea, hoje, a cirurgia de mudança de sexo é mais branda e menos longa. Leva uma hora e meia e no segundo dia o paciente já levanta e anda. “Roberta Close foi pioneira numa época de muito preconceito. Através do meu trabalho, mostro que cada um tem a sua diferença. O respeito é obrigatório”, afirma a top, que se diz chocada com as agressões que sofre na Internet. “Precisei entender porque isso acontece e vi que elas ocorrem com todo o tipo de diferença, como, por exemplo, com meninas que nasceram siamesas ou bebês que vieram ao mundo com problemas sérios de pele. O ser humano é mau, mas não sou eu que vou mudar isso, cabe a todo mundo”, conclui a top, que fica no Brasil até quinta-feira (2), quando volta a Milão, onde mora com o yorkshire Obi.
Modelo é carregada durante ensaio em Ipanema na segunda-feira (30) (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
A modelo Lea T , no ensaio em Ipanema, na segunda-feira (30). (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
Foto de Lea T arrasando no Fashion Rio:
É esse tipo de atitude que temos de ter no Brasil. Não há mais espaço pra repressão, e nunca nem deveria ter existido.

