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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Editorial: Uncovered


Rag & Bone


James Long knitwear


James Long top


Issey Miyake jacket


Rag & Bone trousers


Gaspard Yurkievich top, Galliano trousers


Rag & Bone coat on cover

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Editoriais: Doc Martens F/W 11 by Gavin Weston

Quando vi essa foto não aguentei, tive que postar! Dois dos modelos mais transgressores juntos num editorial para... Doc Martens!

Ash Stymest e Agyness Deyn para Doc Martens. Adorei!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Male Model: Sean Gabriel Souza

Desde o Senac Rio Fashion Business, as atenções dos fashionistas se voltaram para o modelo exótico que fez parte do desfile de Patrícia Viera. Sean Gabriel de Souza, que veio como o Zorro da apresentação foi visto em outros tantos desfiles no Fashion Rio e tem uma história super interessante. O jovem, que cresceu perto de Valentino; um dos maiores nomes da moda italiana, viu o pai trabalhar como modelo e a mãe ser apontada como uma das mulheres mais bonitas de sua geração, passou por um momento anti moda e agora assume suas raízes e estreia como modelo. “Esse menino vai ficar famoso”, diz Sergio Mattos, dono da agência 40 Graus, da qual Sean já faz parte. “Foi estranho ser o único menino no desfile!”.

“Eu tinha meio que uma alergia a tudo isso”

Sean Gabriel de Souza desfilou pela primeira vez esse ano e já fez importantes entradas em passarelas do Fashion Rio. Depois de Patrícia Viera no Senac Rio Fashion Business, ele desfilou para a Armadillo e Limits no Rio-à-Porter e Coca-Cola Clothing no Fashion Rio. Ele estave ainda no desfile da Ausländer, que fechou a edição de verão da semana de moda carioca. Todos os looks que já vestiu, escolheu o segundo usado no desfile da Coca-Cola Clothing como seu preferido. “Era legal aquela roupa”, declarou.

seangabriel2.jpg
A entrada tardia na carreira de moda, aos 27 anos, aconteceu pela vontade de “reunir recursos” para um projeto que está desenvolvendo em paralelo à moda. Filho de Cacá de Souza, o RP de Valentino e de Charlene Shorto, musa do mesmo estilista italiano, Sean sempre viveu em meio à moda. “A moda em si é uma arte muito fina, mas o que a indústria da moda pode trazer não é tão sincero. Pode tornar-se superficial e prejudicar o sistema de valores das pessoas," explica Sean. "Nunca quis me envolver, sempre tive meio que uma alergia. Mas isso está mudando e hoje vejo como uma possibilidade de trabalho”. Além de trabalhar com Valentino, Cacá de Souza foi modelo quando o filho era criança.

“Sou muito zen. Não bebo álcool e prefiro ir à casa de amigos que a uma boate”

Ele nasceu no Brasil, morou em Roma dos dois aos 12 anos, enquanto aprendia italiano e falava português com os pais, foi para um colégio interno em Londres aos 12, aprendeu inglês e, de quebra, ficou fluente também no francês enquanto visitava a mãe, que casou-se de novo em Paris. Na capital britânica, que Sean Gabriel de Souza ainda chama de casa, ficou até 2006, até que caísse no mundo. Hoje ele tem três moradias: Londres, Rio de Janeiro e Chapada dos Veadeiros, em Goiás. E se é verdade a história de que “casa é onde o coração está”, Sean mora mesmo no cerrado brasileiro. “Estou montando um projeto com um amigo na Chapada dos Veadeiros. Será um centro para meditação, dança, ecoturismo e permacultura, onde seja possível viver um estilo de vida fora do sistema capitalista. Queremos criar o nosso próprio alimento, gerar nossa própria eletricidade... Enfim, viver outro estilo de vida”, contou o modelo. O espaço já está em fase de acabamento: “acredito que no final do ano já poderemos receber umas pessoas”.

seangabriel1.jpg A antropologia é um dos mais fortes interesses de Sean, que também é artista plástico. “Terminei a faculdade de Antropologia em 2008 e quis mesmo ter mais insights das culturas do mundo e pontos de vista diferentes”, explicou Sean Gabriel. Quanto ao que o inspira, ele dispara: “sou muito eclético, né? As coisas me inspiram de formas diferentes”. E o que não falta ao modelo são referências culturais. Além dos lugares em que já morou, ele contou qual foi sua viagem mais marcante: “eu e meu irmão fizemos uma viagem ao sudeste da Ásia. Começamos no Vietnã, descemos para Camboja, fomos para Mianmar e Burma e aí a gente emendou em Madagascar. Foi uma viagem de três meses, com a mochila nas costas”. Ele também já mochilou pela Índia, América do Sul e México. A foto com o cocar que fazia parte de uma exposição montada no Píer Mauá foi ideia do próprio Sean, que durante um curso de design, também se interessou por fotografia e arte abstrata.

Sobre o Rio, o que Sean Gabriel de Souza mais gosta é a junção da natureza com o concreto. “Estou gostando muito de morar aqui. Acho que é uma cidade muito rica de várias maneiras. Tem tanta mata e tanta opção de estilo de vida ao mesmo tempo. O que curto mais é esse casamento da vida urbana com a cultura de praia. Acho que deixa as pessoas mais relaxadas e isso é muito bom de ter em uma cidade”, apontou. Além de ir à praia para meditar, Sean também surfa. “E quanto à noite, sou muito zen. Não bebo álcool e não saio muito para dançar em boate. Prefiro encontrar meus amigos em casa”.





















sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alta-costura masculina de Jean Paul Gaultier

Os salões da haute-couture francesa são exclusivamente femininos, mas um único estilista se arrisca na tradicional semana de moda de Paris apresentando looks para homem. Jean Paul Gaultier é o único que aplica os conceitos da alta-costura ao shape masculino, e o quê excêntrico visto em todas as suas linhas fica evidente nessa coleção revolucionária.

O desfile de Gaultier entra no line-up de sacadas superexclusivas feitas para o inverno 2011. Ele traduziu para as roupas da ”macho couture” suas ideias típicas de sensualidade e androginia. O destaque fica para o mix de texturas e tecidos de luxo como bordados, pele e couro, e para os limite entre gêneros, cada vez mais diluído nas criações de moda.

Zombie Boy e Andrej Pejic em cena para Aüslander.

O casal das fotos é ícone das mais recentes (r)evoluções da moda. O ultratatuado Rick Genest, aka Zombie Boy, tornou-se queridinho de Lady Gaga e Nicola Formichetti, para a grife francesa Mugler. Já o andrógino Andrej Pejic tem frequentado as passarelas de Jean Paul Gaultier. Ambos marcando perfis singulares em imagens ousadas, caso da campanha da Aüslander para o verão 2012. A dupla desembarcou por aqui na última temporada e foi destaque no desfile que rolou no Fashion Rio, traduzindo a Geração Y na nova coleção da marca.


Fonte: Tem pra Homem

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Punk cor de rosa: conheça o hype por trás da modelo Billie Turnbull

abre-billie-turnbullBillie Turnbull ©Reprodução / “Vice”

Com seu cabelo platinado raspado, piercing no septo e (recém-removido) aparelho nos dentes, Billie Turnbull se encaixa perfeitamente nessa nova geração de modelos que não se encaixam em lugar nenhum – entre eles Lea T, Andrej Pejic e Zombie Boy, rostos improváveis que têm trazido um bem-vindo sopro de ar fresco ao mundo da moda.

Nascida e criada em Londres, a modelo de traços delicados e de visual meio punk cor de rosa tem ganhado destaque em publicações como a “i-D”, que a descreveu como “leve e delicadamente inocente, possuidora de uma qualidade confiante mas frágil, que é rara e fugaz”. Billie também caiu nas graças da “Vice”, que lhe dedicou a imagem de abertura do editorial “100th Issue, 100 Girls”, da edição comemorativa do centésimo número da revista. O bureau de pesquisa e análise de tendências Stylesight também já detectou o hype e fez um perfil da modelo na seção Trend Watch do site.

Em entrevista ao “i-D Online”, Billie falou sobre estilo e o porquê do seu cabelo raspado: “Minha irmã estava fazendo um molde de alginato do meu rosto para um projeto de arte da escola e aquilo escorreu pro meu cabelo e ficou duro. Depois de algumas horas tentando de tudo, desde passar pasta de amendoim até enfiar a minha cabeça no congelador, eu decidi que a única coisa a se fazer era raspar tudo. (…) Minha mãe ficou feliz, ela queria meninos e não meninas, e sempre projetou isso em mim; passei a maior parte da vida com cabelo curto, roupas de meninos e um brinco só, então não foi uma mudança muito grande”.

Veja na galeria algumas imagens do estilo e do trabalho de Billie Turnbull e fique de olho nessa londrina!

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Punk cor de rosa: conheça o hype por trás da modelo Billie Turnbull




Fonte: FFW

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Blue man, e seu editorial transgressor em praia carioca.

No último post falei de Lea T, e postei algumas fotos do editorial feito para Blue Man.
Já tinha adorado o editorial, que me chamou a atenção pra marca.

''A coleção gira em torno da temática “Terra Brasilis”, onde a grife afirma ser a “representação do que é nosso”, o que de fato demonstrou na passarela, tanto referindo-se à cultura brasileira da fauna e flora presente nas estampas, quanto às características peculiares que permaneceram no DNA da marca mesmo após a morte de seu criador David Azulay em 2009.
No release, a Blue Man traz outra evidência da tendência de valorização quando diz “não cruzamos oceanos para buscar moda”, referindo-se a maçante utilização do estilo norte-americano e europeu nas coleções brasileiras.''

Mas o que me chamou mais ainda a atenção, além de uma transex sendo fotografada de biquini pelo fotografo Terry Richardson ao lado de vários modelos em plena praia de Ipanema, foi a foto que eu vi a pouco, mais polêmico ainda, dois homens fortes e bronzeados, aos amassos na frente das lentes do fotografo. Adorei a proposta, estão querendo atrair o público gay, e de quebra, ajudando a acabar com o machismo num país ainda hoje tão retrógrado.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Preconceito que nunca acaba.

Desdo início dessa semana to tentando elaborar um post sobre o que anda acontecendo atualmente na sociadade em relação a homofobia. Comentários preconceituosos contra o reconhecimento da união civil homoafetiva, aversão da população contra a proposta do kit-antihomofobia, deputado Bolsonaro e seus conceitos infundados...
Mas não consegui. É dificil falar sobre ignorância e preceitos tão idiotas que estão impregnados na nossa cultura, e na nossa mente.
Mas ninguém melhor pra falar sobre isso, do que quem já sofreu muito e ainda sofre, com tanta hipocrisia. A nossa Top Transexual Lea T está de volta ao Brasil, e participou hoje do Fashion Rio, um desfile no mínimo, transgressor pro país onde vivemos. E ontem, já deu entrevistas, onde abre muito nossas cabeças pro que não vemos, ou fingimos não ver.

Confiram:


'Antes de fazer a cirurgia estou amadurecendo a ideia', diz Lea T

Em entrevista ao G1, a top fala de casos de violência contra transexuai.

Lea T em imagem da campanha de inverno da grife Givenchy. Modelo é uma das preferidas do estilista da marca, Riccardo Tisci.  (Foto: Divulgação)
Lea T em imagem da campanha de inverno da grife
Givenchy. Modelo é uma das preferidas do estilista
da marca, Riccardo Tisci. (Foto: Divulgação)

O casamento gay acaba de ser reconhecido, a androginia está mais do que nunca em alta na moda, mas engana-se quem pensa que tais conquistas tor

naram a vida de pessoas como a top model transexual Lea T mais fácil e cheia de glamour.

Fotografada pelo americano Terry Richardson para a campanha da Blue Man no Posto 9, em Ipanema, no Rio de Janeiro, na tarde da última segunda-feira (30) Lea T diz que não acha "fundamental" não é ser uma modelo transexual. "Já estou com 29 anos e tenho os pés no chão. O importante é passar uma mensagem que não seja só estética mas mostrar que podemos fazer parte da sociedade, que somos parte de um grupo e não p

odemos viver separadas”.

“Existem pessoas que merecem mais do que eu, pessoas que querem frequentar uma faculdade, mas têm medo de serem agredidas. Há pouco tempo, em Baltimore, nos Estados Unidos, uma transexual foi espancada por meninas porque entrou no banheiro feminino do Mc Donald’s. Só pararam de bater quando ela teve uma convulsão. Não muito longe daqui, na Paraíba, não faz muito tempo um transexual morreu depois de levar 30 fac

adas”, desabafa Lea, que diz ter medo de estudar numa faculdade hoje só de pensar na pressão que sofreria por ser diferente.

A filha do ex-jogador Toninho Cerezo assumiu sua sexualidade ao começar a trabalhar como modelo de provas para o estilista Riccardo Tisci, da Givenchy. Ficou famosa ao posar para a campanha da grife. “Eu precisava de dinheiro e o Riccardo m

e convidou para posar. Disse a ele que faria isso com uma condição. Quero que saibam que sou transexual”, disse Lea, que desfila amanhã às 22h de biquíni na Blue Man, no Fashion Rio.

Lea T entre as modelos da campanha da Blue Man fotografada por Terry Richardson em Ipanema.  (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
Lea T entre as modelos da campanha da Blue Man
fotografada por Terry Richardson em Ipanema.
(Foto: Wallace Barbosa/AgNews)

Indefinição de gênero é um problema
Para Lea T, todo transexual enfrenta o dilema da indefinição de gênero. “É uma questão de identidade. Isso é um problema porque você não vive bem com o seu lado masculino, por isso tenta se voltar para o feminino. Tem que estudar muito, fazer muita terapia. Nós não nos aceitamos como somos embora saibamos no fundo que é só corpo. A esperança é que um dia não exista mais o homem e a mulher, só o ser”, afirma Lea, que recentemente adiou a cirurgia que faria para mudar o sexo para julho.

“Muita transexual diz: ‘eu sou mulher’. Ela não é mulher, ela é ela e quer ser algo que não é. Quer ser a caricatura de uma mulher. O importante não é ter vagina ou pênis, mas sentir-se bem como você é”, continua Lea, que fez recentemente uma cirurgia para aumentar os seios. “Qualquer coisa que você faça no corpo é um trauma. O corpo é a caixa da alma. Particularmente não gosto do meu pênis, mas estou aprendendo a conviver com ele. Por isso, antes de fazer a cirurgia estou amadurecendo a ideia”.

Segundo Lea, hoje, a cirurgia de mudança de sexo é mais branda e menos longa. Leva uma hora e meia e no segundo dia o paciente já levanta e anda. “Roberta Close foi pioneira numa época de muito preconceito. Através do meu trabalho, mostro que cada um tem a sua diferença. O respeito é obrigatório”, afirma a top, que se diz chocada com as agressões que sofre na Internet. “Precisei entender porque isso acontece e vi que elas ocorrem com todo o tipo de diferença, como, por exemplo, com meninas que nasceram siamesas ou bebês que vieram ao mundo com problemas sérios de pele. O ser humano é mau, mas não sou eu que vou mudar isso, cabe a todo mundo”, conclui a top, que fica no Brasil até quinta-feira (2), quando volta a Milão, onde mora com o yorkshire Obi.

A modelo Lea T é carregada durante ensaio em Ipanema na segunda-feira (30) (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
Modelo é carregada durante ensaio em Ipanema na segunda-feira (30) (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
A modelo Lea T com o top Marlon Teixeira, no ensaio em Ipanema, na segunda-feira (30).  (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
A modelo Lea T , no ensaio em Ipanema, na segunda-feira (30). (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)

Foto de Lea T arrasando no Fashion Rio:


É esse tipo de atitude que temos de ter no Brasil. Não há mais espaço pra repressão, e nunca nem deveria ter existido.